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CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE O PANTANAL

 

• ANIMAIS DO PANTANAL

A fauna pantaneira é uma das mais ricas do planeta com espécies endêmicas (que somente se desenvolvem ali) e muitas que correm o risco de extinção. Segundo o Ministério do meio-ambiente, o bioma Pantanal mantêm 86,77% de sua cobertura vegetal nativa. A despeito de possuir muitas espécies, até o momento foram catalogadas: 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves, 1.032 de borboletas, 132 espécies de mamíferos, donde 2 são endêmicas. Conheça um pouco sobre os animais mais conhecidos do Pantanal Mato-grossense.

 

 ONÇA-PINTADA (Panthera onca)

Também conhecida como Jaguar, é o maior felino das Américas e o único representante atual do gênero Panthera no continente. Pode medir até 2 metros e 41 centímetros e pesar 158 quilos. Sua coloração amarelo-claro coberta por manchas negras auxilia na  sua camuflagem entre a vegetação. De hábitos noturnos, se alimenta de animais do pantanal tais como veado, porco-do-mato, jacaré, garças, capivaras, entre muitos outros. Possui grande força muscular e uma mordida muito potente. A característica marcante da espécie é que, diferentemente da maioria dos felinos que miam, ela emite uma série de roncos muito fortes que são chamados de esturro. Vivem solitárias, porém, ocorre interação entre machos e fêmeas durante o período de acasalamento.

 

CAPIVARA (Hydrochoerus hydrochaeris)


As capivaras vivem em grupos familiares que podem chegar a 20 indivíduos ou mais. Geralmente, o grupo é composto por um macho dominante, várias fêmeas adultas com filhotes e outros machos subordinados. Os machos têm uma grande glândula sebácea sobre a cabeça, que utilizam para demarcar sua dominância através do cheiro. São encontradas próximo da água, em florestas ao longo de rios e em lagoas. As capivaras alimentam-se de grama e também de vegetação aquática. Quando estão em perigo, as capivaras mergulham dentro d’água e nadam sob a superfície até escapar. São excelentes nadadoras e podem permanecer submergidas por vários minutos.

 

TUIUIÚ (Jabiru mycteria)


Da família das cegonhas, também é conhecido como jaburu. É considerado a ave símbolo do Pantanal onde é a maior ave voadora. Ele chega a ter 1,60 m de altura e pesar 8 kg, podendo chegar a quase 3 metros de envergadura (medida de uma ponta da asa aberta à outra). Se alimenta principalmente de peixes, moluscos, répteis e insetos. Os ninhos do tuiuiú são as maiores estruturas construídas por aves no Pantanal, localizados nas árvores mais altas. Há registros de ninhos com 3 metros de diâmetro, que ficam tão sólidos que são capazes de sustentar uma pessoa adulta sobre ele!

 

SUCURI (Eunectes)


A sucuri, também conhecida como anaconda, é a maior serpente do mundo e pode viver até 30 anos. Há registros de indivíduos com 10 metros de comprimento e pesando 450 kg. Se alimentam de capivaras, peixes, aves, felinos e até jacarés. Não apresenta glândulas produtoras de veneno e matam por constrição – envolvendo o corpo das presas e as esmagando com sua potente musculatura. Pode ficar sem se alimentar durante meses, tempo necessário para a digestão da presa ingerida. Possui hábitos aquáticos, habitando áreas úmidas como margens de rios e lagos, várzeas e igarapés. A sucuri é uma serpente ovovivípara, ou seja, os filhotes eclodem de seus ovos dentro da mãe e já nascem prontos para explorar o ambiente em busca de alimento. Sua ninhada costuma ser grande, variando de 10 a 70 filhotes a cada gestação que dura de 225 a 270 dias.

 

JACARÉ (Caiman yacare)


Conhecido também como jacaré do Paraguai, o jacaré do pantanal, nome popular aqui do Brasil, recebe o mesmo justamente pela região de habitat, ou seja, o pantanal mato-grossense. Mas também habita regiões da Bolívia e Argentina em fronteira com o Brasil. Medindo cerca de 2 a 3 metros aproximadamente, o animal demonstra grandiosidade e respeito pelos outros habitantes próximos, já que carnívora torna-se também predador de muitos outros animais menores. Os dentes extremamente afiadíssimos encontram-se em evidência, mesmo permanecendo o jacaré com a boca fechada, daí o apelido de jacaré piranha, pela quantidade e tamanho dos dentes e mandíbula. Os ovos chocados pela fêmea podem variar dependo do tamanho da mesma entra 20 e 30, mas muitos filhotes morrem antes mesmo da etapa final de encubação, que varia entre setenta e oitenta dias aproximadamente.

 

ARIRANHA ( Pteronura brasiliensis)

A ariranha, também conhecida como lontra-gigante, é um mamífero típico da fauna brasileira, embora possa ser encontrado em outros países da América do Sul. No Brasil, encontramos estes animais em grande quantidade na região do pantanal mato-grossense e na bacia do rio Amazonas. As ariranhas vivem em grupos grandes. Uma ariranha vive, em média, 20 anos. O peso de um macho adulto é entre 30 e 45 quilos. Já uma fêmea pesa, em média, entre 20 e 25 quilos. Os machos adultos medem de 1,5 a 1,8 metro de comprimento, enquanto as fêmeas ficam entre 1,4 e 1,7 metros. As ariranhas vivem áreas de córregos e rios. Costumam viver em tocas (buracos) nos barrancos destes rios e córregos. É comum também as ariranhas fazerem suas tocas debaixo de raízes grandes de árvores. Se alimentam de peixes, ovos, pássaros, mamíferos aquáticos de pequeno porte, caranguejos e répteis. O período de gestação da ariranha fêmea é de 70 dias.  Nascem de 2 a 5 filhotes.

 

ARARA-AZUL


As araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) são animais que se destacam pela beleza, tamanho e comportamento.  É a maior espécie entre os psitacídeos (papagaios, periquitos, araras, maritacas), chegando a medir um metro da ponta do bico à ponta da cauda e pesando até 1,3 kg. São animais com hábitos que chamam a atenção. Elas gostam de voar em pares ou em grupo e nos fins de tarde, se reúnem em bandos em árvores “dormitório”. Dentre suas fontes de alimentação, estão as castanhas retiradas de cocos de duas espécies de palmeira: acuri e bocaiúva. Aos sete anos a arara-azul começa sua própria família. Os casais são fiéis e dividem as tarefas de cuidar dos filhotes. O período de incubação dura aproximadamente 28 dias. Somente com três meses de vida, quando o corpo está todo coberto por penas, se aventuram em seus primeiros vôos. Em média, a fêmea tem dois filhotes, mas em geral, só um sobrevive. A espécie está na lista de espécies ameaçadas de extinção devido à caça, ao comércio clandestino e à degradação de seu habitat natural por conta do desmatamento. 

 

BICHO-PREGUIÇA (Bradypus variegatus)


A preguiça-comum é uma espécie de bicho-preguiça amplamente distribuída na América do Sul e Central. É um mamífero que vive aproximadamente 40 anos, tem a pelagem acinzentada, e no caso dos machos, apresentam uma mancha preta circundada de amarelo, na região dorsal. Têm mais ou menos 50cm, mas podem chegar a 1m. Alimentam-se das folhas da embaúba, figueira e ingazeira, dessa última também come os frutos. Em alguns locais, a preguiça-comum é também chamada de preguiça-bentinho, e não está em risco de extinção, pois esta espécie consegue reproduzir-se em cativeiro, diferente da preguiça-real. Possui 3 dedos em cada pata, dedos unidos e percebidos somente pelas unhas bem compridas, características da espécie. Não apresentam dentes incisivos, sendo por isso enquadradas como Endendatas. Apresentam somente os molares. Dormem em cativeiro cerca de 14h por dia, porém em seu ambiente natural chegam a dormir 8h. Não são tão lentas como se imagina, sendo boas nadadoras. Conseguem passar até 20min sem respirar, sendo isto útil no caso de caírem dentro d'água. As preguiças-comuns fazem suas necessidades fisiológicas aproximadamente de 7 em 7 dias. Seu predador natural principal é o homem, mas pode ser caça de onças e cobras.